quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tu estás em mim
como eu estive no berço
como a árvore sob a sua crosta
como o navio no fundo do mar


Mário Cesariny

segunda-feira, 19 de julho de 2010

HOJE

Onde estiveres, eu estou.
Onde tu fores, eu vou .
Se tu quiseres assim.
Meu corpo é o teu mundo,
um beijo um segundo,
És parte de mim.

Para onde olhares eu corro,
se me faltares eu morro.
Quando vieres, distante
Solto as amarras,
E tocam guitarras
por ti como dantes.

Agarra-me esta noite,
Sente tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanha nao estou aqui
Pedro Abrunhosa , Parte de mim

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Saudades dos nossos acordares...
Don't look at me, just look inside...

Ironias

...93,94,95,96
Só agora lá cheguei.

domingo, 30 de maio de 2010

You may be a sinner, but your innocence is mine.
Muse

Past is a foreign country

Hoje passei por lá. Pelo parque de estacionamento.
Hoje passei por lá. Pela nossa última paragem, lembras-te? Aquele desvio na estrada descobrimos ser uma outra estrada, com um carro a interromper a trovoada de beijos que se aproximava e que rugia dentro de nós. Quem me dera lá voltar,agora,tão diferente do que era,contigo.
Past is a foreign country ... we do things differently there...

sábado, 29 de maio de 2010

Parabéns

Talvez por nunca ter festejado contigo esta data ...
Talvez por desejar-te o melhor que a vida pode oferecer...
Aqui fica o registo.
Because you're special.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Só mais uma volta?

Só mais uma volta
Só mais uma volta a mim
Só mais uma volta desta ninguém vai cair
Só mais uma vez que vês que ninguém está aqui
Queres só mais uma volta desta ninguém vai cair

Tempo frio afasta o tempo que nos afastou
Primavera lança o laço que nos amarrou
Tempo quente dá vontade de não resistir
Vai só mais uma volta desta ninguém vai cair

Diz-me ao que queres jogar que eu vou querer também
diz-me quanto queres de mim para te sentires bem
não te vejo bem ao longe não sei distinguir
Queres só mais uma volta e desta ninguém vai cair

Ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
ainda penso em ti... pensa em mim, mas só mais uma vez.

diz-me quanto tens de honesto quanto tens de bom
diz-me quantas provas queres diz-me quanto sou
Já não sinto nada dentro não sei perceber...
Vai só mais uma volta, desta ninguém vai dizer.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Afinal

Era eu a convencer-te de que gostas de mim, tu a convenceres-te de que não é bem assim. Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro, tu a argumentares os teus inevitáveis.
Eras tu a dançares em pleno dia e eu encostado como quem não vê. Eras tu a falar p'ra esconder a saudade e eu a esconder-me do que não se dizia.
Afinal... Quebramos os dois afinal. Quebramos os dois...
Desviando os olhos por sentir a verdade, juravas a certeza da mentira, mas sem queimar de mais, sem querer extinguir o que já se sabia.
Eu fugia do toque como do cheiro por saber que era o fim da roupa vestida, que inventara no meio do escuro onde estava por ver o desespero na cor que trazias.
Afinal... Quebramos os dois
afinal, quebramos os dois
afinal, quebramos os dois
afinal, quebramos os dois...
Era eu a despir-te do que era pequeno, tu a puxares-me para um lado mais perto onde se contam histórias que nos atam ao silêncio dos lábios que nos mata. Eras tu a ficar por não saberes partir e eu a rezar para que desaparecesses - era eu a rezar para que ficasses, tu a ficares enquanto saías.
Não nos tocamos enquanto saías, não nos tocamos enquanto saímos, não nos tocamos e vamos fugindo, porque quebramos como crianças
.
Quebramos os dois, Toranja.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Custou-me. O ódio. O desprezo. Porque não entendo. Porque não seria capaz. Porque sei que estás feliz. Vi as fotos. Estás feliz. Fico feliz. Por isso, custou-me.
You were here. Why didn't you "stay"?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Message sent

Gelo, sempre.
Atirada pela fisga da tua palavra,
a verdade, nua e crua.
Talvez seja apenas um nome.
Que já pronunciaste ao meu ouvido
e Repetiste
Vezes sem conta até esquecer.
Eu não te esqueço, não te odeio,
antes pelo contrário.
Continuo do Avesso,
de ti, de mim, do mundo.
Mas sinto-me a soltar amarras,
a escolher entre portas,
a querer abri-las.
E apenas quis dizer-te que ao ver-te
Feliz… assim fiquei, alegre e triste.
Minutos sem fim.
Just staring at you.
Um nome qualquer.
Apenas espaços onde, sem nome,
sou inteira(sem)mente
Tua.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

(...) Às vezes faz bem, às vezes dói. Não se pode fazer nada. É assim. Aquilo manda em nós. (...) Coisas que não passam. Há quem diga que dentro da cabeça, eu não sei onde. Coisas que de vez em quando voltam e por isso, só por isso, se sabe que não passam. Coisas que nos agarram por detrás da nuca, frente a um espelho, sem qualquer propósito, e só nos deixam sem querermos. Pequenos rogos, doces chamamentos, partidas muitas, asperezas, ciúmes, vícios, abraços ternos, despedidas, raivas, tédios, pequenos espantos, sobressaltos. Coisas que não passam, há quem diga que dentro da cabeça. Eu não sei onde.


Pedro Paixão, Histórias Verdadeiras

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Every single day.

Sometimes ... I still miss you.

sábado, 6 de março de 2010

Bleeding

Nunca pensei que doesse tanto!! Já passou tanto tempo e ainda assim ... foi o estilhaçar de todas as emoções vividas e ainda por viver. Num segundo, o mundo desapareceu! E a consciência de tudo o que disseste, assaltou-me a alma e deixou-me despida de esperança e de sonhos. Já não importa se és o meu grande amor. Nunca lutei por ti.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Metade


Metade

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza.
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor.
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso.
Que eu me lembro ter dado na infância.
Por que metade de mim é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo,
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar.
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer.
Porque metade de mim é plateia.
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor.
E a outra metade também.
Oswaldo Montenegro

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

1 post qualquer

Preciso de (um) espaço.